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Tempos Modernos - Di Cavalcanti |
Abordo
hoje uma questão que pode ser vista por dois ângulos distintos, sem alterar a
essência do fato, mas possibilitando diferentes formas de nos relacionarmos com
ela.
O que
é a diferença? Procurando em dicionários, encontramos as definições de que diferença
“é aquilo que não possui nem demonstra igualdade”, “desavença”, “sem proporção
e equidade” ou “aquilo capaz de distinguir uma coisa de outra”.
A
humanidade sempre foi caracterizada pelas diferenças entre os povos, entre as
culturas, as crenças e o comportamento das pessoas. Por séculos algumas destas
diferenças foram responsáveis por grandes batalhas, por extermínios de povos e
culturas e por constantes desavenças. O fato é que isto continua acontecendo
nos dias de hoje. Apesar de termos evoluído nosso pensamento passando a aceitar
que a diferença deve ser entendida como diversidade na maioria das situações,
continuamos cultivando a “desavença” ao que foge ao que foi convencionado como
padrão.
As
discriminações sociais de toda natureza são marca registrada na sociedade
atual, em qualquer local do mundo. Ainda se mata por divergência religiosa;
ainda se deixa morrer por diferenças de nível social e ainda continuamos
construindo uma sociedade com frágil alicerce por causa destas diferenças ou
diversidades. Essa aceitação da diversidade ainda não está consolidada em nossa
sociedade, em nossas mentes e corações, permanecendo latente os resquícios de
uma compreensão equivocada como “desavença”. É incrível como após tantos
séculos o homem continua com aquela sensação primária de ameaça diante de tudo
que está fora do seu conceito de normalidade. E qual a reação para isto?
Isolamento, separação, resultando no tratamento da diversidade como algo que,
mesmo que teoricamente aceito em determinadas questões, não são tratadas como
normais. Trata-se do ser humano querendo se convencer que evoluiu, quando
diante de um exame de consciência mais profundo perceberá que isto não é uma
verdade absoluta. Quando buscamos afinidade não estaremos nos distanciando da
aceitação à diversidade? A aceitação da diversidade e das diferenças exige
mudanças? São questões complexas com as quais lidamos no nosso dia a dia,
muitas vezes sem percebermos.
Ainda
hoje a questão da religiosidade é marcada pela “diferença ou diversidade” de
forma inaceitável. A ironia neste aspecto está no fato de que a maior
divergência não está entre os que acreditam em Deus e os agnósticos, mas sim
entre aqueles que julgam que sua forma de crer em Deus e suas práticas
religiosas são melhores ou até mesmo as únicas aceitas. Nessa questão a
diferença é alimentada por algo totalmente oposto àquilo que é a essência da
sua natureza. Mencionei aqui a questão da religiosidade, mas isto ocorre em praticamente
tudo em nossa vida.
Enfim...coisas que passam...que compartilho com vocês.
Frase pulsante da semana: "Grande parte da vitalidade de uma amizade está no respeito às diferenças, não apenas em desfrutar das semelhanças." (James Fredericks)
Até segunda-feira que vem!
Cérebro Que Pulsa