domingo, 22 de junho de 2014

Incertezas

                        Por: Janicce Ebeling

"Não quero que alguém morra de amor por mim".  É assim que Mário Quintana começa uma de suas poesias. Nesse mundo de idas e vindas, uma coisa é certo: De alguma maneira buscamos a felicidade. Para alguns a felicidade está no valor dos bens materiais, para outros está baseada num estar bem consigo independentemente do valor das coisas.
 Tem aqueles que transferem sua felicidade para o outro, são felizes por um outro existir.  Enfim tem para todos os gostos. Mas há de se viver com equilíbrio até para o amor.
 Desse modo pode-se evitar o exagero que vemos por aí de tantos desatinos cometidos em nome deste.
Fiquemos então com mais um pouco do poema filosófico:




Certezas
(...) 
Queria ter a certeza de apesar das minhas renúncias e loucuras,
Alguém me valoriza pelo que sou.
Que me veja como um ser humano completo (...)
Que dê valor ao que realmente importa,  que é meu sentimento é não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude (...)
Quero poder acreditar mesmo se eu fracassar que amanhã será outro dia
E se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos.
Talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Será que o tempo aprimorá as nossas certezas?
Sabemos que pensamos muito ao longo da vida.
E as incertezas é algo que realmente fica de tudo o quanto sabemos, até mesmo do óbvio que conquistamos ou compreendemos?

Enfim...Coisas que Passam... Que Compartilho Com Vocês.

Frase Pulsante da Semana: "Viver é isso: Estar entre as escolhas e consequências". Arístóteles.

Até Segunda-Feira que veem.

CérebroQuePulsa.


             

domingo, 15 de junho de 2014

O maior presente de todos


Quem já parou para pensar e percebeu o quão agraciados somos? É isto mesmo, recebemos o nosso maior presente já no nosso nascimento: “a vida”. De forma contrária ao que passamos a acreditar com o decorrer dos anos, tudo o mais é acessório, pode ter o seu lugar em nossas vidas, mas é infinitamente menor se comparado à essência que é a vida.
Desenvolvemos uma capacidade de nos frustrarmos pelas conquistas que não conseguimos obter, pelas dificuldades e problemas que enfrentamos e raramente paramos para agradecer e apreciar o que temos, para viver e saborear o que a vida nos oferece. Parece que tornou-se comum para o homem moderno a busca incessante de algo que está distante dele, acreditando que essa conquista o completará. Mas o que se constata é que, à medida que vai conquistando, novos objetivos são definidos, numa espécie de busca permanente de algo que nos tornará completos e felizes.
No entanto, se não aprendermos a viver e apreciar o que temos e o que somos, nunca sentiremos esta realização e felicidade que tanto buscamos. O mundo não é perfeito e nunca será, afinal de contas somos seres muito imperfeitos, com necessidade de aprendermos muito a respeito de nós mesmos e de como viver em sociedade.
Já dizia o poeta Mário Quintana que “o segredo é não correr atrás das borboletas, mas sim cuidar do jardim para que elas venham até você”. Mais uma vez nas palavras soltas da poesia uma mensagem profunda.

Enfim...coisas que passam...que compartilho com vocês.

Frase pulsante da semana:  “Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade”.  (Martha Medeiros)

Até segunda-feira que vem

Cérebro Que Pulsa!

domingo, 1 de junho de 2014

Conveniências

J. Ebeling
Por: Janicce Ebeling

Nesta semana que passou estive em vários pontos da cidade considerados vilas ou periferias. Quanto mais subia esses morros participava então da vida da comunidade. Muitas crianças pessoas nas ruas mas também em muitos becos a infraestrutura relativamente boa. A sopa de pedra que acometeu muitos ficou para trás. A vida muda para todos. 
Com o país em crescimento e várias bolsas ofertadas o nível de sobrevivência da população ficou melhor. Percorrendo ruelas estreitas, chão batido avistei na maioria das casas tvs modernas muitas dessas ocupando quase toda a parede. Também observei com muita frequência carros por lá estacionados e muitos até de alto valor no mercado como outros meios de locomoção. O ir e vir facilitou, todos tem o que quiser ao seu alcance.
Ainda em uma escola-creche da comunidade uma professora com especialização em psicologia teve o rosto quase desfigurado por uma mãe de aluno.
Essa professora foi brutalmente atacada por essa mãe e outra mulher, sendo que tinha mais outra pessoa dando cobertura. O motivo do ataque foi que a mãe não gostou do assunto a ser abordado: era sobre seu filho, que estava indo muito sujo para sala de aula causando desconforto nos coleguinhas.
Os relatos que obtive é que é bem frequente professores apanharem ou serem jurados de morte exercendo suas atividades na periferia. Juras essas, por coisas banais. A maioria não dá parte por medo, vergonha e acabam sendo encostados pelo SUS e param de trabalhar.

Moral da história: Apesar de o nível financeiro ter aumentado para todos, não basta ter bolsas famílias, cursos técnicos, graduações ofertadas se o indivíduo ainda trata as pessoas sejam lá quem forem com uma selvageria desmedida, palavrões e jargões terríveis como isso fosse normal, parece letra de funks ruins que não acrescentam nada sendo posto em pratica todos os dias. 

Para aqueles que opinam que não dá para generalizar ou que é tudo relativo sem demagogia, dar aulas em grandes centros não é a mesma coisa que dar aula em periferias.

Não dá apenas para ensinar ganhar o pão. A educação no país urgentemente tem que rever o calendário das importâncias. E acrescentar mais uma matéria para o ciclo do indivíduo nos meios educacionais. Quando falo ciclo me refiro do maternal até o doutorado. Matéria de boas maneiras e como tratar o outro com ênfase no saber ouvir e interpretar.  Assim estaríamos abordando todos os níveis e classes. Com certeza para muitos que estão lendo este artigo pensarão: que seria a família a dar o suporte necessário. Também concordo mas não é o que ocorre e faz muito tempo.

Talvez com essa prática nas escolas parte do rosto da professora educadora não fosse desfigurado - caso grave. Pasmem! a pena para a mãe sera uma cesta básica. Não estou defendendo prisão. Só acho que deveria existir outras possibilidades como ajudar na comunidade ou ter algum método que realmente possa gerir uma grande mudança.

 E a televisão...que ocupa uma parede inteira. O que será que os olhos veem e o cérebro absorve?
Não basta só adquirir bens e ter autonomia, e não ter respeito por ninguém.

Há muitos que levantam a bandeira da pobreza só quando lhe convém. E o pior é que nossos políticos ensinam essa prática há muitos anos. Citar pobreza no Brasil é algo bem corriqueiro, e justifica os maiores absurdos e desatinos sem ao menos saber se essas regiões realmente ainda vivem em estado precário. 
Há precariedade existe as conveniências também.
  

Enfim...Coisas que passam. Que Compartilho Com Vocês.

Frase Pulsante Da Semana: "A educação é um processo social é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida é a própria vida". (J. Dewey)

Até Domingo que vem.
CérebroQuePulsa.

domingo, 18 de maio de 2014

Um por um, todos por todos

A escolha do tema da postagem desta semana me veio ã mente a partir de muitos diálogos que ao longo dos tempos mantive com a pessoa mais importante na minha vida, a quem amo por tudo que representa: Obrigado, meu amor!
Todo ser humano busca incessantemente aquilo que lhe trará a felicidade, a sensação de realização, o sentimento de amor e que realize seus sonhos. Em alguns momentos a intensidade e determinação são maiores, em outros, fatigado pela busca incessante perdemos momentaneamente um pouco desta intensidade, mas estamos sempre em busca destes objetivos. Onde encontra-los? Para cada um de nós eles podem estar em lugares distintos, de acordo com nossos valores, nossa cultura e nossa inserção no conceito de sociedade.
O fato é que ao longo da história, de forma cada vez mais intensa, esta busca foi relacionada a uma condicionante materialista, onde o possuir e o poder transformaram-se numa determinante de sucesso na busca dos nossos objetivos. Esta visão colocou o modo de vida moderno em choque com um dos principais valores históricos na construção de qualquer sociedade: a moral. A ausência da capacidade de lidarmos com os valores do materialismo sem abandono dos valores morais transformou a forma de relacionamento nas sociedades. O “eu” passou a estar em primeiro lugar e, de forma abominável rasgou todos os ensinamentos e valores que durante séculos garantiram a sobrevivência das mais diversas formas sociais. O problema nesta questão do “eu” na sociedade atual é que não se trata de uma prioridade em determinadas questões ou momentos, mas sim de preterir o todo em qualquer situação – uma espécie de cegueira cultural que o materialismo trouxe.
Como já mencionei em postagens anteriores, acredito que o progresso é necessário e fundamental para que o próprio homem evolua ao longo dos tempos e crie mecanismos que o ajudem a se adaptar a estes novos cenários. No entanto, o materialismo não conseguiu fazer com que o homem percebesse que esse progresso deve ser um dos fatores para a busca do equilíbrio na sociedade e não para nos tornar cada vez mais distantes. É admissível que tantas pessoas morram sem o devido tratamento quando a cada dia se investem milhões em laboratórios de pesquisas? É admissível que em grandes cidades, onde toneladas de alimentos vão para o lixo diariamente, pessoas morram de fome? Admissível não é, mas compreensível é; basta abrir os olhos, olhar por cima do seu celular ou do seu tablete e observar o mundo ao seu redor. Observar e perceber, se é que ainda temos a capacidade de fazê-lo. Nunca tantas pessoas estiveram tão próximas e tão distantes ao mesmo tempo.
E aqui, quando caberia à moral e ao ser inteligente de alguma forma atuar para aproximar as pessoas, aproximar as ideias, aproximar os ideais, devolver a humanidade à sociedade, novamente vem o materialismo ocupar a lacuna criando meios de aproximar as pessoas através do distanciamento; coloca todos no mesmo universo, mas onde os problemas e dificuldades podem ser deixadas de lados, onde vivemos sem viver, onde nos relacionamos sem nos expormos. Qual será a capacidade dos filhos deste mundo em gerir uma sociedade real, onde os problemas existem, onde as soluções para alguns dependem do sacrifício de outros, onde sempre será necessário compreender que somos parte de uma engrenagem e que precisamos estar em sintonia, onde são fundamentais valores morais.

Enfim...coisas que passam...que compartilho com vocês.

Frases Pulsantes da Semana:
“Onde me devo abster da moral, é onde deixo de ter poder!” (Johann Goethe)

“A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade!” (Immanuel Kant)

Até segunda-feira que vem.

Cérebro Que Pulsa 

domingo, 4 de maio de 2014

O Trabalho e a Representação

Salvador Dali
               Por: Janicce Ebeling
Em tempos de representação no mais alto grau, as relações de trabalho estão nas primeiras filas em manuais de sobrevivência do assunto. Representamos por maiores salários, por uma aceitação maior pelo meio, representamos para nos impor, representamos também a favor da empresa que trabalhamos, nas competências realizadas também há a representação o que dirá então nas falhas cometidas.
A representação não quer dizer que seja algo bom ou mau, ela existe com suas múltiplas variações e usa-se o tempo todo.
Mas neste post quero falar sobre o terno. Uma das formas visíveis de representação é o "terno" isso mesmo, o terno dos homens ou terninhos das mulheres.
O terno mais simples ao mais elaborado é a armadura de muitas relações de trabalho. Nunca vi um traje passar tanto recado.  Muitas das vezes um cidadão de sandália ou chinelo não consegue passar a credibilidade de um terno.
Não sei se é é mais triste, engraçado ou espantoso de observar como as portas se abrem para um terno: portas de restaurantes, hotéis até mesmo de hospitais, estabelecimentos de todos os tipos sem contar no poder das relações pessoais que são feitas pelo encorajamento da vestimenta. O indivíduo é até chamado de senhor vestindo um terno muitas das vezes sendo até muito jovem. O que dizer então da nossa política e seus ternos! Desvio, corrupção...sem comentários.

E assim o capital dita as regras. As regras da representatividade.

E ainda tem gente que retruca a rainha e seus protocolos...
  
Enfim...Coisas que Passam...Que compartilho Com Vocês.

Frase Pulsante da Semana: "Como defender uma civilização, que somente o é de nome, já que representam o culto da brutalidade que existe em nós, o culto da matéria". (Ghandi).

Até segunda-feira que vem.

Cérebro Que Pulsa

domingo, 27 de abril de 2014

Amanhã Talvez...

"Brasil: Um País do Futuro", obra de autor estrangeiro, publicada em 1941.
"Brasil: Um País de Todos", lema do Governo Federal.
Existem tantos outros lemas relacionando o nosso país a um destino positivo e brilhante em frases que ouvimos no dia a dia, nos diversos meios sociais. No entanto, parece-me que somos ótimos em criar imagens, idealizar nosso destino, sonhar e definir objetivos de sucesso, sem que tenhamos a mesma capacidade em definir os meios e ações pelas quais atingiremos estes objetivos.
Sonhar é preciso, acreditar é preciso, mas para não ficar apenas num mundo de faz de conta é preciso agir e, bem antes, pensar como. Vejam que “Brasil: Um País do Futuro” é uma obra que já possui mais de 70 anos e continuamos acreditando que somos um país do futuro; me parece que neste quase um século decorrido o futuro já aconteceu, mas ainda continuamos acreditando que somos um país do futuro. Somos um povo que observa de forma passiva e contemplativa fatos e atos que mereceriam uma atitude e postura de repúdio; somos um povo que acredita num amanhã melhor, mas que pouco faz para que isto aconteça. É incrível o modo como agimos, criticando o que julgamos estar errado e em seguida dando as costas, como se nenhuma responsabilidade temos em relação ao mundo que está sendo construído ao nosso redor. Possuímos direitos e portanto aguardamos de braços cruzados que eles sejam cumpridos; não somos capazes de entender que talvez o nosso direito dependa de que cumpramos alguma obrigação. Não compreendemos que nossas obrigações não estão restritas àquelas impostas pela lei, mas que a moral, a ética e a vida em sociedade nos impõem outras obrigações.
Quando olhamos ao nosso redor e percebemos uma sociedade corroída pela ausência de ética, de moral, de compreensão do que somos e de como devemos agir, perguntamo-nos onde vamos chegar. É tempo de acordar, de perceber que não podemos ficar a vida toda esperando que as coisas aconteçam; podemos ser o país do futuro, mas precisamos entender que depende de nós a construção deste futuro.
Para viver o futuro, é preciso que o amanhã comece a ser construído hoje.

Enfim...coisas que passam...que compartilho com vocês.

Frase pulsante da semana:  "O ser humano é assim, sempre procurando o êxtase do amanhã". (Rafael Del Colletto Ferreira)

Até a próxima segunda-feira.

Cérebro Que Pulsa 

domingo, 13 de abril de 2014

Perdão

kANDINSKY
   Por: Janicce Ebeling
Revidar a ofensa parece em rápida sensação uma forma aliviadora e mais fácil do que oferecer o perdão. Estamos acostumados a viver com ilusões, onde o mais convincente ainda é dar o troco. Talvez a maioria ainda ache que pedir perdão ou desculpas represente alguma forma de fraqueza. Ou o que vale mesmo é o olho por olho e dente por dente. Perdoar é uma coragem e uma oferenda que ofertamos a nós mesmos.
Mas como não deixar que o ódio e a mágoa se instale? Em meio a tanta desgraça? É um exercício de todos os dias. É aprender a andar e respirar sentimentos novos. É combater o vício. Havemos de aprender a lutar com as armas de Jorge aprender a matar os nossos dragões.
A dificuldade que todos nós oferecemos ao perdão, talvez esteja no nosso excessivo apego da ideia da importância que nós nos julgamos ter.
Nunca falamos que somos melhores que os outros mas pensamos que somos.
Uma coisa é certa, não existe paz de espírito sem o exercício do perdão.
Talvez o segredo que abra as portas para todos os tipos de céu que possa ter seja o mesmo que abra os portões dos corações petrificados pelo ressentimento; o aprendizado é algo constante, não tem idade.

Quem tem a coragem de perdoar oferece um presente a si mesmo todos os dias.

Enfim...Coisas que passam...Que Compartilho com Vocês.

Frase Pulsante da Semana: "O perdão também foi feito pra gente distribuir, não tem jeito...Só distribuindo que talvez o fardo se tornará mais leve. E somente assim a história de nossas vidas, existirá um antes e um depois". (J. Ebeling)

Até segunda-feira que vem...
Cérebro Que Pulsa


domingo, 6 de abril de 2014

Viver é preciso...

A Alegria de Viver - Picasso
A inspiração para a postagem desta semana veio de uma sensação de alegria que despertou em mim e que trouxe a minha mente aquela velha máxima: “Viver é Preciso”. Sim, sem dúvida a nossa existência se justifica pelas experiências que vivemos, pelas relações que estabelecemos, por tudo que pulsar. A vida é correr, é parar para contemplar, é amar e ser amado, é ensinar e aprender, é estar disposto a viver, é saber apreciar a beleza que existe em tudo.

Saber Viver

Para muitas pessoas, saber viver é acreditar é acreditar que tudo é possível,
Saber viver é aproveitar cada minuto como se fosse o último,
É olhar ao redor e rir de tudo, rir de si mesmo,
Saber viver é crer num amanhã melhor, em que os sonhos são possíveis,
Saber viver é aprender com os próprios erros, 
É conseguir rir quando se tem vontade de chorar,
É sonhar sem vontade de acordar, 
Viver é mais que buscar um amanhã melhor, é buscar um hoje especial,
Viver é contar aos seus amigos que você está por perto quando precisarem de ti,
Viver é acreditar na nossa força de superar adversidades,
Viver é passar por este mundo e deixar seu nome escrito no coração,
E na lembrança das pessoas
Não há uma receita, mas sempre podemos escolher o melhor sabor
(Sirlei Passolongo)

Enfim...coisas que passam...que compartilho com vocês.

Frase pulsante da semana:  "Ainda que haja noite no coração, vale a pena sorrir para que haja estrelas na escuridão". ( Arnaldo Padovani)

Até segunda-feira que vem!

Cérebro Que Pulsa

domingo, 30 de março de 2014

Uma Boa Conversa

Aquarela - Janicce Ebeling
 Por: Janicce Ebeling

Quando se trata de “tempo” é costumeiro ouvir e dizer, que é a mercadoria mais preciosa deste mundo.  A questão é: ficou rotineiro colocar a culpa e as faltas de organização e controle. Quando somos cobrados a gente logo se defende, sobre a nossa falta de tempo. Tudo e todos usam essa forma de diálogo estamos acostumados a isso. 
Mas será que essa desculpa não terá um fim mais justo? Hoje em dia usa-se a justificativa do tempo para tudo: para defesas, explicações, valorizações de nossos atos, julgamos também o tempo que damos ou o tempo que nos é prestado. Existe um descarte pela vida por falta deste tempo. Joga-se fora e compra-se outro. Os relacionamentos estão mais descartáveis não se dá mais uma chance de melhora e conhecimento. A troca virou rotina banalizada.
Será mesmo que precisamos viver neste vento norte sempre a espreita de deslizes alucinantes? A correria atrás do dinheiro ou de algo que necessitamos faz com que a vida pareça ser mais veloz do que realmente é.
Por falta de tempo, corremos dos outros e até de nós mesmos. Aqueles que conseguem levar uma vida mais tranquila por muitos são os transgressores desse vai e vem o tempo. O diálogo do momento é: Não ter tempo e me parece que é a maioria. Será que é algo ultra moderno a exposição de quanto corremos o tempo todo? Como o vento que nos envolve, é difícil evitar.
As vezes acho que seria muito bom: O Ócio, até mesmo dar um tempo na internet na TV, no celular, não nos importar tanto com algo que não nos acrescenta nada, e sim: respirar profundamente, ou prestar mais atenção a aqueles que não fazem parte de nossos afetos pois esses sempre acabam de alguma maneira a nos fazer refletir sobre algo.
Talvez assim poderemos nos compreender: qual o tempo de cada um.
Pois como dizem os versos de Quintana: “A vida é um dever que trouxemos para fazer em casa”.
E então começaremos uma boa conversa.
Que não seja... a falta de tempo.

Enfim... Coisas que passam...que compartilho com vocês.

Frase Pulsante da Semana: “A chave do sucesso na vida, é o conhecimento do valor das coisas”.

Até segunda-feira que vem.
Cérebro Que Pulsa.

domingo, 23 de março de 2014

A busca e os caminhos...

Entrega do Decálogo - de Antônio Coelho de Figueiredo
Por Rafael Ebeling

A verdade é que vivemos numa verdadeira dicotomia, onde se de um lado se confundem a certeza e a esperança, de outro confundem-se o pessimismo e a precaução. O fato é que no momento nada nos sinaliza claramente para onde estamos indo; diria que não sabemos se estamos indo ou se estamos sendo levados.
Mas a história mostra que a humanidade, desde os tempos mais remotos, sempre viveu em conflitos desta natureza. A natureza do homem diante dos desafios que lhe são postos na vida o conduz a trilhar caminhos diversos. E é exatamente nesta diversidade de caminhos que trilhamos que surgem os conflitos; estes conflitos podem nos levar ao enfrentamento e até mesmo à destruição, como também podem nos levar ao crescimento e à evolução: trata-se de uma escolha, que desafia nossa capacidade desenvolvida.
Um dos elementos que potencializa o surgimento destes conflitos é a “diferença de bagagem” que carregamos conosco; há diferenças nas experiências vividas pelas pessoas, nos sentimentos que cultivamos, nos valores morais e éticos que defendemos, no modo como enxergamos o mundo e próprio homem, nas diferenças culturais dos povos
É fato que evoluímos durante os séculos que se passaram; se a barbárie ainda está presente em muitas situações que ocorrem atualmente, no passado sua presença era ainda mais expressiva. Mas, considerando as oportunidades de evolução e progresso que vivemos durante os séculos, não seria de se esperar que a barbárie tivesse sumido nos dias de hoje? Será que a sua existência não está relacionada a uma certa tolerância que ainda cultivamos a determinados comportamentos?
A questão é polêmica, mas acredito que é preciso ter esperança de que em algum momento tomemos consciência de que tudo que vivemos é uma oportunidade; até mesmo os conflitos podem servir para o crescimento da humanidade. Mas para que isso ocorra, é preciso fazermos diferente aquilo que durante séculos estamos fazendo da mesma forma; estamos nos movimentando cada vez mais rapidamente, mas continuamos seguindo em uma direção sem que ela tenha sido escolhida de forma consciente e coerente, simplesmente seguimos o rumo, sem nos questionarmos sobre onde nos levará.
Para saber o caminho e direção a seguir, primeiramente é preciso saber o que se quer, depois é preciso saber a que cada caminho nos conduzirá e finalmente fazer a escolha. Enquanto isto, seguimos nossa caminhada...

Enfim...coisa que passam...que compartilho com vocês.

Frase pulsante da semana: “Em toda escolha, há perdas. Eu escolhi e perdi muito. A capacidade de escolha que mantém consciente é a mesma que, às vezes, fere minha própria consciência”. (Augusto Cury)

Até segunda-feira que vem!

Cérebro Que Pulsa